Coisificar as pessoas....
É estranho...
Aprendi isso hoje
Quando vc não coisifica....é coisificado!
Essa é uma faixa da vida
Uma etapa em que quase todos sentem isso
Mas não sabem, não percebem que se trata disso
Uns se sentem desamparados
Outros solitários
Alguns sentem que os outros estão estranhos
Superficiais...
Parecem passar por você e não te enxergarem
Parece que você está invisível
Parece não....você está invisível
Naquele momento você foi coisificado
E, detalhe, talvez a "coisa" que você virou foi a própria parede....
Por isso não te enxergaram
Não é sempre que acontece
E pensamos que é coisa da nossa cabeça
E não é sempre os outros que te coisificam
O duro é notar que você também acaba aprendendo
E coisifica os outros
E até você mesmo: "coisa da nossa cabeça..."
- coisificou sua própria mente e sua própria alma....
Sente saudade do passado?
Dos teus amigos do passado?
Da tua infância?
É....
É a coisificação agindo na sua vida....
Porque a saudade era do tempo em que não havia necessidade de se coisificar
A intimidade não dava receio
E a convivência com os outros era menos profissional
E por mais tempo
Não havia espaço para o medo da competição
Competir era um mero esporte
Para quem gostava....
Quem não gostava participava dos momentos de compartilhar apenas
Começo hoje a observar o processo de coisificação
Parece que até quem te ama pode te coisificar
principalmente se ela convive no seu meio profissional
Sem perceber, sem intenções
Até porque ela faz parte daqueles que sentem esse processo, mas não tem consciência dele....
Claro, somos apenas seres humanos
Não falo de outro ser
Não falo seres extra-terrenos
Ou robôs
Apenas de seres da nossa própria espécie
De nós mesmos
Num processo de vivência tendo capacidade de visão + ou - 120°
Mas se comportando como se tivesse apenas 50°...
Ou talvez fechando os olhos...
"Os sonhos vem, os sonhos vão e o resto é imperfeito...." "Para apalpar as intimidades do mundo antes é preciso saber: que o esplendor da manhã não se abre com faca..."
segunda-feira, 12 de abril de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
À Tona
Há muita vazão para uma porta semi-aberta
Quase "de espreita"...
Mesmo assim segura o fluxo.
É apenas para que se abra, não que arrebente...
E uma vez aberta não se sabe o quanto consegue comportar
De um oceano represado
Cujas ondas se quebram
Atrás da contenção...
Quem mandou prender o mar?
O coração pode ser grande quando aliado a imaginação
Mas o mar...
Este só respeita o limite da praia
Que lhe acolhe ao colo
Exceto quando a invade na ressaca
Do colo ao corpo
Do corpo ao espírito
Ele não se esconde de nada e de ninguém...
Há muita vazão para uma porta semi-aberta
Quase "de espreita"...
Mesmo assim segura o fluxo.
É apenas para que se abra, não que arrebente...
E uma vez aberta não se sabe o quanto consegue comportar
De um oceano represado
Cujas ondas se quebram
Atrás da contenção...
Quem mandou prender o mar?
O coração pode ser grande quando aliado a imaginação
Mas o mar...
Este só respeita o limite da praia
Que lhe acolhe ao colo
Exceto quando a invade na ressaca
Do colo ao corpo
Do corpo ao espírito
Ele não se esconde de nada e de ninguém...
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Apenas um instante
O silêncio me atrai....
Não para experimentar o pleno momento presente, como os monges
Mas para ter a impressão de que estou tangente ao mundo
Ou em companhias que compartilham do mesmo silêncio
Como as árvores, os cães sob o sol, os pássaros, os insetos...
Eles não estão calados....mas estão em respeito
Não julgam....
Há um silêncio que me deixa livre
Para estar feliz ou triste, calada....
Linda ou feia, em paz ou atormentada.....
O momento onde a verdade não destrói o que não precisa só porque ela surgiu
Onde ela é livre, onde ela pode existir sem causar grandes espantos...
Sem causar atitudes preciptadas....
Apenas um instante
E deixar surgir este encontro
Manter-se em silêncio
Porque a verdade causa espanto na maioria
E quando ela vem, não há como filtrá-la
Não há como torná-la mais amena
Senão pelo silêncio
Que transforma tudo no mais calmo alto mar...
O silêncio me atrai....
Não para experimentar o pleno momento presente, como os monges
Mas para ter a impressão de que estou tangente ao mundo
Ou em companhias que compartilham do mesmo silêncio
Como as árvores, os cães sob o sol, os pássaros, os insetos...
Eles não estão calados....mas estão em respeito
Não julgam....
Há um silêncio que me deixa livre
Para estar feliz ou triste, calada....
Linda ou feia, em paz ou atormentada.....
O momento onde a verdade não destrói o que não precisa só porque ela surgiu
Onde ela é livre, onde ela pode existir sem causar grandes espantos...
Sem causar atitudes preciptadas....
Apenas um instante
E deixar surgir este encontro
Manter-se em silêncio
Porque a verdade causa espanto na maioria
E quando ela vem, não há como filtrá-la
Não há como torná-la mais amena
Senão pelo silêncio
Que transforma tudo no mais calmo alto mar...
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Sozinho
Na minha fluidez desabrocham os interiores
Num monólogo distraído
Num momento que não se compartilha mais...
Aconteceu antes, não deu tempo....
E na distração os interiores falam
Dançam, arquitetam, entendem-se...
Criam novas falas e sons
Testam novos movimentos
Envolvem-se com a melodia....
Estão nus e sem máscaras
Estão receptivos e sem companhia...
Estranho é exatamente isto,
A receptividade desperta
Quando não há outro alguém....
E mesmo assim tudo está bem
O prazer do solo
É o prazer do solo no palco
Que compartilha com muitos
Que sabe estar sendo observado por tantos olhos
Mas ainda é um solo....
O mesmo solo de grande receptividade sem convidados
Talvez invisíveis....
Ou talvez recebendo o mundo....
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Simples, contínuo....espontâneo...
O gesto é o mesmo....menos o olhar
O toque é sutil....mas não escondido
O carinho, transmitido em diversas maneiras....mas não será o óbvio....
Não será a prova, não verá problemas....
Pode colocar a dúvida
E colonizar as imaginações alheias
E gerar a alegria de quem quer descobrir primeiro
Mas não há provas...não há o que provar....
Não há possíveis flagrantes
Diante dos gestos mais simples...
Tão espontâneos que ninguém percebe
Que torna algo raro em comum
Que aparece à todos, mas comunica apenas um.
Thais Pierrot
O toque é sutil....mas não escondido
O carinho, transmitido em diversas maneiras....mas não será o óbvio....
Não será a prova, não verá problemas....
Pode colocar a dúvida
E colonizar as imaginações alheias
E gerar a alegria de quem quer descobrir primeiro
Mas não há provas...não há o que provar....
Não há possíveis flagrantes
Diante dos gestos mais simples...
Tão espontâneos que ninguém percebe
Que torna algo raro em comum
Que aparece à todos, mas comunica apenas um.
Thais Pierrot
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Vem das ANDANÇAS
Nas "andanças" que faço por tantos caminhos diariamente.
As pessoas que encontro... de onde surgem os encontros
De onde saem as histórias que ficam na memória.
Das trocas de olhares, sorrisos, asperezas, intrigantes expressões....os movimentos...
Comunicando-se, passando as mensagens que só o olhar despretencioso consegue entender...
Os estranhos, os feios, os curiosos, os marcantes, os livres, os contidos, os bailarinos, muitos me intrigam....
E botam palavras nos meus pensamentos....E brotam sensações, emoções e sentimentos de dentro de mim......
Ter um espaço para expressar meu próprio olhar desses momentos, do mundo que vivo....E compartilhar com os que caminham junto comigo.
Thais Pierrot Martins
As pessoas que encontro... de onde surgem os encontros
De onde saem as histórias que ficam na memória.
Das trocas de olhares, sorrisos, asperezas, intrigantes expressões....os movimentos...
Comunicando-se, passando as mensagens que só o olhar despretencioso consegue entender...
Os estranhos, os feios, os curiosos, os marcantes, os livres, os contidos, os bailarinos, muitos me intrigam....
E botam palavras nos meus pensamentos....E brotam sensações, emoções e sentimentos de dentro de mim......
Ter um espaço para expressar meu próprio olhar desses momentos, do mundo que vivo....E compartilhar com os que caminham junto comigo.
Thais Pierrot Martins
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